
A erisipela bolhosa, uma infecção bacteriana que atinge as camadas superficiais da pele e os vasos linfáticos, foi a causa da morte do padre Elmo Andrade de Souza, de 62 anos, que havia sido dado como desaparecido após ser visto pela última vez na quarta-feira (15), no bairro de São Cristóvão, na capital baiana.
Segundo a Arquidiocese de Salvador, o óbito foi provocado por uma infecção generalizada decorrente de uma lesão na pele associada à erisipela bolhosa. O padre estava internado no Hospital Teresa de Lisieux.
A doença é geralmente causada por bactérias do gênero Streptococcus e pode se manifestar em diferentes formas clínicas, variando conforme a gravidade. Entre os quadros possíveis estão vermelhidão localizada, formação de bolhas e, em casos mais severos, necrose dos tecidos.
Na forma bolhosa, considerada menos comum, surgem bolhas cheias de líquido nas áreas afetadas, acompanhadas de vermelhidão e inchaço. As pernas estão entre as regiões do corpo mais frequentemente atingidas pela infecção.
De acordo com a literatura médica, idosos estão entre os grupos mais vulneráveis, especialmente quando apresentam problemas circulatórios ou lesões na pele. Pequenos ferimentos, frieiras, rachaduras e picadas de insetos podem facilitar a entrada da bactéria.
Sintomas
Além das alterações na pele, a erisipela pode provocar febre, mal-estar e sintomas gerais de infecção. Entre os sinais mais frequentes estão febre alta, calafrios, fraqueza, náuseas e mal-estar.
Na pele, podem surgir vermelhidão intensa, aumento da temperatura local, dor, sensação de queimação, inchaço e formação de bolhas com líquido claro ou purulento. Embora as pernas e os pés sejam mais atingidos, a infecção pode ocorrer em qualquer parte do corpo.
O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica e no histórico do paciente. Em alguns casos, exames laboratoriais e de imagem podem ser solicitados para confirmar a infecção e avaliar sua extensão.
Entre as complicações mais graves está a sepse, quando a infecção se espalha pelo organismo, quadro registrado no caso do padre.
Tratamento cedo pode evitar complicações
O tratamento é realizado com antibióticos e, em geral, apresenta boa resposta clínica quando iniciado precocemente. A medicação pode ser administrada por via oral ou intravenosa, dependendo da gravidade.
Em casos mais extensos ou com risco de evolução para septicemia, pode ser necessária internação hospitalar para acompanhamento.
A prevenção envolve cuidados com a pele, como manter a higiene, evitar ferimentos e tratar rapidamente micoses e outras lesões. O controle de doenças crônicas também ajuda a reduzir o risco de infecção.
Desaparecimento
Antes da confirmação da morte, a Arquidiocese de São Salvador da Bahia informou que havia tomado conhecimento do registro de boletim de ocorrência sobre o desaparecimento do sacerdote. Segundo as informações repassadas às autoridades, ele havia sido visto pela última vez por volta das 12h30 do dia 15 de abril.
Na noite de ontem, foi confirmada a morte. “Neste momento de dor e esperança na Ressurreição, a Arquidiocese se une em oração, confiando a alma do padre Elmo à infinita misericórdia de Deus, agradecendo por sua vida, ministério e dedicação à Igreja”, diz trecho da nota.
Com informações de Jornal Correio