
Mais de 100 mil fiéis participaram, neste domingo (19), de uma missa ao ar livre celebrada pelo Papa Leão XIV nos arredores de Luanda, capital de Angola. Durante a celebração, o pontífice fez um apelo por esperança e destacou a necessidade de superação das desigualdades sociais no país.
A cerimônia ocorreu em Kilamba, a cerca de 30 quilômetros da capital, e marcou o segundo dia da visita do papa ao país africano, dentro de uma viagem mais ampla pelo continente. Em seu discurso, Leão XIV incentivou os angolanos a olharem para o futuro com otimismo e a buscarem a união nacional.
“Podemos construir um país onde as divisões sejam superadas, onde o ódio e a violência desapareçam e onde a corrupção seja enfrentada com justiça e partilha”, afirmou.
Desde sua chegada, o pontífice tem adotado um tom crítico em relação aos impactos sociais e ambientais da exploração de recursos naturais no país. Em agenda anterior, ao lado do presidente João Lourenço, ele mencionou os “sofrimentos” e as “catástrofes sociais” associados a esse modelo econômico.
A visita também ocorre em meio a tensões recentes no cenário internacional, após críticas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao líder religioso.
Fiéis que participaram da missa destacaram a importância da mensagem papal. Muitos esperam que o discurso fortaleça a busca por justiça social, geração de empregos e reconciliação nacional, especialmente entre os jovens.
Nos próximos dias, o papa deve visitar o Santuário de Nossa Senhora da Muxima, um dos principais centros de peregrinação católica da África, localizado a cerca de 130 km de Luanda e que recebe milhões de fiéis todos os anos.
Angola enfrenta desafios socioeconômicos significativos, com parte da população vivendo em situação de pobreza. Nos últimos anos, manifestações contra o alto custo de vida e desigualdades sociais também marcaram o cenário do país.
Após cumprir agenda em Angola, Leão XIV seguirá viagem para a Guiné Equatorial, última etapa de seu tour pelo continente africano.