Veterinário explica riscos após ataques e morte de raposa em Cruz das Almas

A raposa apontada como responsável por uma série de ataques a moradores foi encontrada morta na comunidade de Lagoa do Cedro, na zona rural de Cruz das Almas. O achado ocorreu após o registro de um ataque na manhã desta segunda-feira (16), quando uma mulher de 59 anos ficou ferida, além de outras duas pessoas atingidas em situações distintas.

De acordo com informações preliminares, o animal apresentava ferimentos na região do pescoço e nas costas. Há suspeita de que as lesões tenham sido provocadas durante um dos ataques, quando uma das vítimas teria utilizado um galho para se defender.

O recolhimento da raposa foi acompanhado por moradores da localidade e contou com a atuação de uma equipe da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, que esteve na comunidade após a ocorrência.

Este não é o primeiro caso recente no município. No último dia 8 de março, outro ataque envolvendo uma raposa deixou duas pessoas feridas, o que tem gerado apreensão entre moradores da zona rural diante da repetição dos episódios em curto intervalo de tempo.

As causas dos ataques, assim como as circunstâncias da morte do animal, ainda serão investigadas pelas autoridades competentes. Durante entrevista ao programa Conexão Excelsior, o médico veterinário Luciano Santos, fiscal estadual da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, alertou para o risco de circulação do vírus da raiva.

Segundo ele, embora os principais transmissores da doença para animais herbívoros sejam os morcegos hematófagos, todos os mamíferos podem contrair e transmitir a raiva, incluindo raposas.

O especialista orienta que a população não tente enfrentar nem matar o animal. Caso ele seja encontrado morto, equipes da ADAB ou da prefeitura podem recolher material para análise no Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia, em Salvador.

Se houver confirmação da doença, as pessoas que tiveram contato com o animal deverão seguir protocolo de vacinação e acompanhamento das autoridades de saúde. Além disso, produtores rurais são orientados a reforçar a vacinação contra a raiva em animais de produção.

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