
O crescimento do comércio ilegal de canetas emagrecedoras tem preocupado autoridades de saúde e aumentado os riscos para a população. Medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, que possuem venda controlada, vêm sendo desviados e comercializados de forma irregular em redes sociais, marketplaces e grupos de mensagens.
De acordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, esses medicamentos só podem ser vendidos em farmácias mediante apresentação de receita médica. No entanto, parte dos produtos oferecidos no mercado paralelo pode ser falsificada, contrabandeada ou armazenada de forma inadequada, o que aumenta os riscos à saúde.
O uso sem orientação médica também pode provocar efeitos graves, incluindo pancreatite, hipoglicemia, obstruções intestinais, distúrbios visuais e até ideação suicida, especialmente quando há aplicação incorreta ou dosagens inadequadas.
Para reforçar o controle, a Anvisa publicou a RDC nº 973/2025, que estabelece regras mais rígidas para a comercialização desses medicamentos, proibindo a manipulação em farmácias magistrais e exigindo a retenção da receita original por até 90 dias.
O Conselho Regional de Farmácia da Bahia alerta que o fracionamento, a revenda e a entrega dessas substâncias por pessoas não habilitadas podem configurar crime contra a saúde pública.
Em entrevista concedida no dia 11 de março, o presidente do conselho, Mário Martinelli, destacou a gravidade da situação. “Estamos diante de um problema grave. O comércio ilegal dessas canetas coloca em risco a vida das pessoas e precisa ser combatido com rigor. O Conselho continuará atuando em parceria com a Vigilância Sanitária e a Polícia Federal para coibir essas práticas e proteger a população”.