
O comerciante Ívalo da Cruz Mateó, de 38 anos, segue desaparecido há mais de sete dias após ter sido sequestrado por homens armados e encapuzados no município de Maragogipe. O caso ocorreu na noite da sexta-feira (26), por volta das 20h, e segue sob investigação da Polícia Civil.
Segundo relatos de familiares, Ívalo estava em seu depósito de bebidas, no momento em que organizava o local para encerrar o expediente e retornar para casa, quando foi surpreendido por três homens armados. Testemunhas informaram que os suspeitos usavam roupas camufladas e obrigaram a vítima a colocar as mãos na cabeça antes de ser colocada à força dentro de um carro branco, ainda não identificado.
De acordo com um familiar, em entrevista concedida ao programa Levante a Voz, da Rádio Andaiá FM, nenhum pertence foi levado durante a ação. O celular de Ívalo permaneceu no local e está em posse da família, o que reforça a hipótese de que não se tratou de um assalto. A carteira foi levada porque estava no bolso da vítima.
A família informou ainda que não houve qualquer contato desde o desaparecimento, tampouco pedido de resgate ou movimentação atípica nas contas bancárias do comerciante. Nenhuma conversa, ameaça ou desavença foi identificada que pudesse indicar a motivação do crime.
Ívalo conciliava diferentes atividades profissionais. Pela manhã, atuava como taxista; à tarde, trabalhava com o depósito de bebidas e também exercia atividades ligadas à pesca. No momento do sequestro, ele realizava a manutenção da rabeta de um motor de barco, cujas peças permaneceram intactas no local, sem sinais de violação.
Outro ponto destacado pela família é que o comerciante teve o carro roubado no dia 4 de janeiro, nas proximidades de um sítio localizado na região conhecida como Nosso Pai. Desde então, ele vinha comparecendo com frequência à delegacia para tentar regularizar o registro do roubo, já que o veículo ainda não constava no sistema, o que impedia o acionamento do seguro.
Há cerca de dois meses, também foi registrado um confronto entre facções criminosas na localidade de Nagé, onde Ívalo morava. Na ocasião, suspeitos invadiram o quintal da residência durante a fuga e houve troca de tiros. A polícia foi acionada e prisões foram realizadas, sendo necessário que o comerciante prestasse depoimento. Apesar disso, os familiares afirmam que não há confirmação de relação direta entre os episódios.
Ívalo é casado e pai de uma menina de 11 anos. Diante das ameaças recebidas, a esposa precisou deixar a cidade por questões de segurança, enquanto a filha está sob os cuidados de familiares. Segundo os parentes, o clima é de medo e incerteza.
O caso está sendo investigado pela Delegacia Territorial de Maragogipe. A família pede que informações verídicas sejam repassadas às autoridades e solicita responsabilidade na divulgação do caso, evitando especulações que possam prejudicar as investigações.