Professores abrem dissidência e pedem que greve na Ufba seja decidida por consulta pública

Foto:Reprodução

Em greve desde o último dia 29 de abril, professores da Universidade Federal da Bahia (Ufba) iniciaram uma dissidência contra as decisões da assembleia geral da Apub (Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia) e querem que sejam realizadas consultas públicas relacionadas ao movimento paredista. Um documento foi criado na tarde desta segunda-feira (13) e já conta com 275 assinaturas.

O argumento do grupo é que uma decisão com tamanha repercussão na vida universitária seja tomada em um processo o mais inclusivo possível. A atual greve da categoria foi decidida em assembleia presencial com os votos favoráveis de 210 professores.

A expectativa dos professores é que a consulta seja colocada na pauta das próximas assembleias da categoria. Se aprovada, todos os professores teriam direito de votar na consulta por algum meio mais inclusivo que a assembleia, que geralmente ocorre apenas em Salvador ao longo de uma tarde.

Por meio de nota, organizadores do documento apontam que há duas perspectivas após a votação da assembleia. “Alguns dos que defendem a consulta têm a expectativa de que este mecanismo de decisão resulte na saída mais rápida da greve. Outros acreditam que a greve seria mantida, porém a consulta teria o efeito de unificar a categoria em torno da greve”, sinaliza o grupo.

Últimos Posts