Cesta Básica de Cruz das Almas registra redução de 1,40% em agosto e passa a custar R$ 615,81

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A Cesta Básica de Cruz das Almas apresentou redução de 1,40% no mês de agosto de 2026, passando a custar R$ 615,81. O levantamento foi realizado pelo Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) do Centro Universitário Maria Milza (UNIMAM), por meio de 762 cotações de preços coletadas em 27 estabelecimentos comerciais do município, entre supermercados, açougues, padarias e feiras livres.

A pesquisa é resultado do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o UNIMAM e a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento do Estado.

Entre os 25 produtos analisados que compõem a cesta básica, os itens que apresentaram as maiores quedas de preço foram o feijão, com redução de 7,38%; a cebola, com -6,01%; e a manteiga, com -5,38%. Já os maiores aumentos foram registrados no flocão de milho (15,35%), no macarrão (9,66%) e no queijo muçarela (1,85%).

O estudo considera produtos essenciais da alimentação da população cruz-almense, incluindo itens como arroz, feijão, carnes, farinha de mandioca, frutas, leite e derivados, café, pão, açúcar e outros alimentos básicos.

O grupo de produtos relacionados ao almoço, formado por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola, apresentou uma variação negativa de 3,19% e representou 38,83% do valor total da cesta. Já os alimentos consumidos principalmente no café da manhã, como café, leite, açúcar, pão, flocão de milho e manteiga ou queijos, tiveram uma redução de 0,05% e corresponderam a 31,37% do custo da cesta em agosto.

Ainda segundo o levantamento, em agosto, um trabalhador precisou dedicar 90 horas e 20 minutos de trabalho para adquirir uma cesta básica em Cruz das Almas. O valor comprometeu 41,07% da renda mínima constitucional, considerando um salário mínimo líquido de R$ 1.499,43.

A pesquisa utiliza como referência a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e a Ração Essencial Mínima regulamentada pela Lei nº 399, de 30 de abril de 1938.

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