
A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar possíveis práticas de preços abusivos nos combustíveis em todo o país, após relatos de oscilações consideradas irregulares. A apuração foi determinada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública diante de suspeitas de crimes contra consumidores e contra a ordem econômica.
De forma simultânea, uma operação nacional de fiscalização foi intensificada. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) acionou Procons estaduais e municipais, ampliando o monitoramento. Apenas na terça-feira (17), mais de 100 unidades participaram das ações, que resultaram na fiscalização de 42 postos e uma distribuidora em 22 cidades.
Segundo o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, a atuação será contínua e rigorosa. “A proteção do consumidor será ininterrupta e absolutamente vigilante”, afirmou. Ele destacou ainda que, embora o mercado seja regido pela livre concorrência, eventuais abusos não serão tolerados.
Além disso, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou fiscalizações em nove estados e no Distrito Federal. As equipes estão atuando no Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e no Distrito Federal.
Durante as inspeções, estão sendo analisados não apenas os preços praticados, mas também a qualidade dos combustíveis e o volume entregue pelas bombas, o que reforça o controle sobre possíveis irregularidades.
As medidas integram um conjunto de ações do governo federal para minimizar os impactos da guerra no Irã sobre o preço do petróleo, fator que tem pressionado os valores dos combustíveis no Brasil.